Autismo e as TIC
Atualmente, são poucas as soluções tecnológicas existentes destinadas a pessoas com autismo, porém encontram-se modelos que através da tecnologia, são utilizados no melhoramento da qualidade de vida destas. Embora seja de extrema importância a utilização das tecnologias para o desenvolvimento dos autistas, este tema ainda não é devidamente valorizado e utilizado, mesmo sendo a tecnologia uma área fulcral para as crianças com autismo. Infelizmente, a escassez de modelos tecnológicos para o autismo é elevada, no entanto, existem alguns projetos elaborados com o objetivo de estudar sistemas que explorem a comunicação tornando-a motivadora. Este é um desafio que está em desenvolvimento, pretendendo minorar as necessidades presentes nesta área.
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Devido à falta de produtos específicos para o autismo, a família e terapeutas sentem a necessidade de optar por softwares mais generalistas, usando-os de forma a complementar a ausência de tecnologias especializadas, tal como o Smartkids e os Jogos da Mimocas.
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A visão é um sentido fundamental, por isso, o apoio visual das novas tecnologias pode contribuir para a melhoria da comunicação de pessoas com autismo. Assim, o aparecimento de soluções tecnológicas fixadas em ajudar a aprendizagem e em transmitir informação, são utilizadas técnicas com recurso ao campo visual. Alguns estudos demonstram que um sistema de comunicação assente em imagens é apto para melhorar a capacidade de comunicação. No entanto algumas ferramentas revelam-se desajustadas das necessidades efetivas.
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As TIC são essenciais na vida de qualquer pessoa, principalmente de uma pessoa com autismo. Estas ajudam a superar dificuldades em termos de aprendizagem, atenção e motivação. Ajudam-nos a adquirir regras relativas ao processo de aprendizagem, tal como saber aguardar, repartir e dar a vez.
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Trabalho realizado por: Beatriz Almeida Gomes, nº 3180100
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Conceitos
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Com a sociedade da informação ou sociedade do conhecimento veio a necessidade de obter novas competências e uma literacia informacional específica, no entanto esta tecnologia criou exclusão e afastamento. Os "Digital Natives" são verdadeiros profissionais do adiamento, apesar de parecer criativo acaba em overload informacional e dissonância cognitiva.
As TIC baseam-se numa esfera de blogs (blogsfera) teoricamente regida por uma etiqueta observada na internet (netiqueta) que a web 2.0 nos obrigou a assimilar. A internet (das coisas) esta em todos os lados e modificou o nosso próprio paradigma de vda e de relacionamento humano.
Talvez o futuro nos traga a possibilidade de criarmos o nosso próprio avatar, com a web 3.0, a web inteligente: a sua integração na educação vai exigir novas metodologias e um novo paradigma. Fomos passando do estudo do comportamento ao estudo da mente e do conhecimento existente na cabeça de um indivíduo ao conhecimento existente no mundo, montados nas redes sociais e recorrendo a webquets, wikis, mindmaps, ou ferramentas de autor e de storytelling (capacidade de contar histórias de maneira relevante, utilizando palavras e recursos auditivos). Novas práticas de elerning (ensino eletrónico), b-learning (sistema de formação, onde os conteúdos são fornecidos à distância, pela internet) ou m-learning (aprendizagem ocorre através de dispositivos eletrónicos móveis) apoiaram-se em plataformas LMS (softwares), CMS (facilita a administração do conteúdo de sites) ou mesmo em ambientes virtuais como o Second Life (ambiente virtual que simula aspetos da vida real e social so ser humano).
A globalização trouxe-nos a utilização da memória e da capacidade de armazenamento e cálculo de computadores ("cloud computing") através de ferramentas como o Google Drive , Google Photo, Youtube, Slideshare, Dropbox, etc...passámos do VLE para o PLE (ambiente pessoal de aprendizagem) , até que percebemos que o conhecimento está ao virar da esquina , em curso oferecido por meio de ambientes virtuais de aprendizagem (MOOCs), vMOOCS e até pela interação entre pessoas e empresas (gamification). Mas também tivemos de aprender a defender-nos das tentativas de obter senhas de contas bancárias, cartões de crédito, entre outras (phishing), das tentativas de criar brechas nos computadores (worms) e vírus, dos hackers , não tanto das pessoas que tentam quebrar um sistema de segurança de forma ilegal (crackers), com dispositivos para aplicar políticas de segurança (firewalls) e estratégias defensivas e até dos mal-intencionados que nos invadem as redes sociais onde proscrastinamos com o facebook, twitter ou instagram.
Em suma, consumimo-nos em informação, sofremos da necessidade de passar o dia todo online para não perder nenhuma atualização importante (fomo) mas continuamos a insistir nas fontes confiáveis e independentes que não cobrem todo o conteúdo (multiprocessamento), como se o mundo fosse acabar amanhã.
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Trabalho realizado por: Inês Correia, nº 3180202
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O autismo proporciona às crianças dificuldades no domínio da interação e comunicação, sendo este um evidente obstáculo no dia-a-dia da criança, que, ao não compreender o que acontece à sua volta, não tem satisfação nas atividades de cariz social, proporcionado uma falta de motivação para tal.
Assim, de modo a desenvolver estas áreas, recorre-se ao apoio das tecnologias aplicadas à comunicação como os Sistemas de Comunicação Alternativa e Aumentativa (SAAC). Este sistema descreve qualquer comunicação que requer algo para além do corpo da pessoa para comunicar (Cook et. al., 2002). Os dispositivos de comunicação pretendem complementar o uso da linguagem, proporcionando uma maior capacidade de comunicação.
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Os SAAC funcionam através de sistemas de sinais, símbolos, fotografias, imagens e palavras escritas, adaptados consoante o nível de desenvolvimento da pessoa, que aprende a reconhecer através da representação visual, para depois usar na sua expressão e compreensão.
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O Alpha Talker é destinado a pessoas com dificuldades na área comunicacional, possibilitando a gravação de palavras. Apesar da sua distribuição não ser gratuita, é muito leve, permitindo uma elevada portabilidade. Para além disso, é de fácil programação.
O Vanguard é um dispositivo simples de manusear, apresentando um ecrã sensível ao toque. O vocabulário presente é simples de compreensão, baseando-se na rotina da criança, o que facilita a sua utilização. Este dispositivo tem ícones para as palavras mais utilizadas, promovendo a velociadade de comunicação.
O Pathfinder tem como principal vantagem a resolução do ecrã e o facto de ser sensível ao toque. Possui diversas palavras memorizadas e possibilidade de introduzir novas palavras. Para além disso, tem a opção de adicionar sons e músicas, podendo fazer upload e download de informações, permitindo uma maior flexibilidade na utilização do dispositivo.
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Trabalho realizado por: Ana Margarida Pinto, nº 3180063
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Neste pequeno vídeo, demonstramos como é que as tecnologias podem estimular as crianças com autismo para o ensino-aprendizagem.
Realizamos uma breve entrevista a uma docente da área da Educação Especial, de modo a compreender a adaptação do ensino português para a diferença.

